sexta-feira, 15 de maio de 2009

Preços baixos fazem produtores de café reduzirem área no Paraná


Os técnicos do Deral - Departamento de Economia Rural das regiões cafeeiras do Paraná Conforme relatório do economista Paulo Sérgio Franzini, responsável pela área de café do Deral, o resultado do levantamento chama atenção para a redução significativa na área cultivada de café nas principais regiões produtoras do Estado. A produção esperada sofreu redução na proporção da diminuição da área produtiva, uma vez que a produtividade média se mantém em relação ao levantamento anterior. Na realização do primeiro levantamento para 2009, em novembro de 2008, havia a tendência dos produtores em intensificar as podas das lavouras que teriam baixa produção, mas não de diminuição acentuada da área, como ocorreu. 'Percebe-se que a decisão pela erradicação se intensificou quando se agravou o quadro de baixa renda da cadeia produtiva do café e da necessidade de renovar as lavouras depois de uma safra com alta produtividade, como tivemos no ano passado. Acreditamos que a prolongada estiagem verificada entre outubro e dezembro também contribuiu para a decisão de parte dos produtores', observa Franzini. Os principais motivos para a redução da área de café no Paraná têm sido, segundo o economista, 'o contínuo descompasso entre o alto custo de produção e o preço recebido pelo produtor, a baixa renda obtida no setor da produção e a pouca disponibilidade de mão-de-obra que tem ocorrido fortemente nos últimos anos'. Parte desta área erradicada pode ser logo renovada com novos plantios, dependendo da conjuntura econômica da cadeia produtiva. A colheita da safra 2009 teve início em meados de abril no Paraná e deverá se estender até setembro, predominando a situação de preocupação e desânimo no setor da produção diante de uma safra de custo alto e rentabilidade negativa se persistir os atuais preços recebidos. percorreram durante o mês de abril os municípios produtores para a realização do Segundo Levantamento de Previsão de Safra de Café 2009.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1700141-1935,00.html

Chuvas amenizam estiagem no Rio Grande do Sul


A chuva que caiu na terça e quarta-feira (12 e 13/05, respectivamente), não foi suficiente para normalizar o abastecimento de água no Rio Grande do Sul, mas trouxe alívio para o campo. A afirmação é do presidente da Emater/RS, Mário do Nascimento, que também vê na precipitação das últimas horas a possibilidade da retomada do plantio de pastagens e trigo, interrompidos devido ao agravamento da seca nos últimos dias.

A expectativa em relação a esta safra de grãos de verão era repetir a supersafra de 2007, que foi de mais de 22 milhões de sacas de grãos, o que não se confirmou este ano. "A chuva de janeiro e fevereiro foi decisiva para os resultados desta safra, pois era o período da floração e enchimento dos grãos", explicou o presidente. A preocupação agora é com a produção de leite, que deve continuar sofrendo nas próximas semanas, devido a pouca disponibilidade de alimento para o rebanho. "Ainda que as pastagens sejam plantadas agora, deverá levar 40 a 50 dias para que os primeiros resultados apareçam", disse.

O Rio Grande do Sul é responsável pela produção de 2,9 bilhões de litros de leite, sendo que desde o início da estiagem houve uma redução de 50% na produção, o que representa em torno de 100 milhões de litros a menos por mês. Para a diretora técnica da Emater/RS, Águeda Marcéi Mezomo, os programas de irrigação desenvolvidos pela instituição junto com o governo estadual podem contribuir para amenizar o quadro. Segundo ela, a Emater faz o projeto e o governo cobre entre 50% e 80% o custo da obra. "Basta o produtor procurar o técnico da Emater do seu município, que fará o levantamento e o projeto", concluiu.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1700114-1934,00.html

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Os efeitos do Aquecimento Global na atividade Agropecuária.


As primeiras discussões internacionais sobre o aquecimento global foram em 1988, quando foi realizada em Toronto, Canadá, a primeira reunião entre cientistas e governantes dos mais diversos países sobre um assunto que é de grande importância para todos: as mudanças climáticas. Lá foi apresentado como um impacto potencial inferior somente ao de uma guerra nuclear. Daí por diante uma sucessão de mudanças no clima com indicações de altas temperaturas vem crescendo ano a ano.

Isso, graças a concentração de CO2 na atmosfera que vem crescendo gradativamente, como resultado direto das atividades humanas, a uma taxa de 0,4–0,5% por ano ou 1–1,8 µmol CO2 mol-1 por ano de acordo com o estudo do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) em 1995. Como resultado desse fato, a temperatura média do ar no planeta poderá, também, aumentar neste período, causado pelo efeito estufa do CO2 atmosférico. O balanço realizado em fevereiro de 2001 do IPCC, divulgado pela OMM/WMO-Pnue/Unep adverte sobre uma conjuntura preocupante quanto ao aumento da temperatura no planeta. A estimativa é que nos próximos 100 anos a temperatura possa aumentar entre 1,4ºC e 5,8ºC e que possa ainda haver um incremento de 15% na precipitação pluviométrica do planeta.

Não há estudos preliminares sobre adaptações das plantas a essas altas temperaturas, entretanto, estima-se uma grande queda na produtividade da área agropecuária. De acordo com o estudo, no atual estágio do aquecimento global danos já são inevitáveis, resta somente cuidar para que esses agravantes sejam em menores proporções.

Em estudo realizado pela Universidade de Campinas (Unicamp) revela que o aquecimento global poderá provocar uma queda na produção de grãos de até 43% nas próximas décadas, representando um prejuízo de até 11% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

A cultura mais afetada será a do café, pois se adapta muito mal ao calor intenso, isso é preocupante ao país, que é campeão mundial de produção e exportação. Nas estimativas do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, a produção nacional deve cair entre 23% a 92%, dependendo do nível do aquecimento.

A soja é a segunda cultura mais afetada no Brasil, com redução na produção variando de 10% a 64%, afetando diretamente a economia nacional, pois o país é o maior exportador e segundo maior produtor mundial.

Prejudica também o campo da pecuária. Assim como as altas temperaturas afetam as plantas, temperaturas acima de 34º afetam também a produção de leite e carnes. Além de aumentar o índice de aborto de criações como suínos e aves.

Por outro lado, outras culturas mais resistentes a altas temperaturas, provavelmente, serão beneficiadas até o seu limite próprio de tolerância ao estresse térmico. No caso de baixas temperaturas, regiões que atualmente sejam limitantes ao desenvolvimento de culturas susceptíveis a geadas passarão a exibir condições favoráveis ao desenvolvimento de plantas.

Um dos principais agravantes do problema aquecimento global é de responsabilidade das atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, Sendo assim, junto com a problemática do aquecimento global, aparece também a necessidade de produção e desenvolvimento combustíveis renováveis, que liberam menor quantidade de CO2 no meio ambiente, contribuindo para amenizar os efeitos causadores das altas temperaturas.

Estudos da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que a demanda por energia aumentará cerca de 53% nos próximos 25 anos, sendo que os países em desenvolvimento serão responsáveis por cerca de 70% desta demanda. Neste cenário, o Brasil é um dos países com maior potencial de crescimento na produção da agroenergia do mundo, principalmente o etanol e biodiesel, em virtude da posição geográfica favorável e de disponibilidade de áreas agricultáveis.

Com a intenção de cortar em 20% o consumo de gasolina até 2017 nos Estados Unidos abre-se espaço para entrada no mercado do álcool brasileiro. Hoje em dia o álcool é o produto fundamental da bioenergia nacional, sendo que o Brasil é o maior produtor e consumidor mundial. De acordo com informações da Embrapa, no ano de 2005, foram produzidos no Brasil 17,5 bilhões de litros de etanol derivado da cana-de-açúcar. Entretanto, em virtude dos altos investimentos dos Estados Unidos em pesquisas energéticas e na produção de etanol extraído de milho, a previsão é de que nos ultrapassem muito brevemente. Outro segmento que se espera uma grande alavancagem, é o da produção dos grãos no Brasil em virtude da popularização dos combustíveis renováveis à base de oleaginosas como soja, milho, canola e girassol, acrescendo o campo comercial da agricultura nacional. Ainda, a agroenergia é uma excelente opção para minimizar os impactos do CO2 no meio ambiente.

Fonte: http://www.agronline.com.br/artigos/artigo.php?id=375&pg=1&n=2

Biodiesel: Uma reflexão Tecnológica


Atualmente, só se fala em biocombustível, especificamente do biodiesel que nada mais é do que uma transformação de óleos vegetais, ácidos graxos, em substâncias chamadas de ésteres, através de um processo que envolve o álcool metílico (metanol) ou o etílico (etanol), a transesterificação. Esse processo é necessário apenas para deixar o combustível mais adequado às condições de funcionamento dos motores diesel. Normalmente tais motores poderiam receber os óleos vegetais diretamente, mas devido aos problemas mecânicos que causam como também maior emissão de gases para o ambiente, além de outros fatores tais como temperatura, solidificação, ignição, etc., o processo de transformação citado se tornou necessário. Outros métodos para transformar óleo vegetal em biodiesel também são aplicados, pode-se mencionar o craqueamento (pirolítico) que corresponde aquecer o óleo a altas temperaturas, entre outros. Tudo isso são resultados de pesquisas para se obter as melhores condições de funcionamento a custo energético mínimo.

A opção brasileira está na aplicação do etanol como via para a obtenção do biodiesel. Com isso, requererá maior demanda na produção de álcool. Sendo o Brasil um dos maiores produtores de etanol no mundo, isto parece não ser grande problema já que esta tecnologia está bem definida ou dominada, apenas necessitando de alguns ajustes. O problema está na oleaginosa a ser usada.

A flora brasileira é rica em espécies produtoras de óleos. Atualmente, são citados os óleos de soja, milho, girassol, dendê ou palma, mamona, canola, pião manso, e outras como possíveis fontes de óleos para biodiesel. Vale salientar que espécies como soja e milho são produzidas em grande escala para uso alimentício seja humano ou animal. Internacionalmente, a soja é a mais usada ou a mais citada na literatura especializada.

Decorrentes da produção do biodiesel pela rota alcoólica surgem resíduos que necessitam de estudos para aproveitamentos e recuperação e/ou transformação em outros produtos. Como resíduos dessa produção encontram-se: a glicerina, como subproduto do processo químico; as tortas que podem se transformar farelos após tratamentos específicos; a soda que pode ser parcialmente recuperada; a água usada na lavagem e separação do biodiesel, entre outros resíduos que surgem em proporções menores.

O processo de transesterificação já é bem estudado nas rotas citadas, portanto, isto já não é um problema tão sério, o problema reside em transformar os resíduos em novos produtos ou em produtos recuperáveis. A glicerina muito usada na indústria de cosméticos, já existe uma demanda, mas será saturada logo que a produção do combustível se tornar em larga escala. Pensando nisso, a Embrapa Instrumentação Agropecuária/São Carlos/SP tem um pesquisador nos Estados Unidos trabalhando na transformação da glicerina em polímeros para uso geral. Isso resolverá parte dos problemas. Uma vez, obtidos os polímeros, mais valores serão agregados, pois sabemos que a maioria dos nossos utensílios domésticos, roupas etc. são poliméricos. Ainda, no processo de obtenção do biodiesel temos a soda e sabão. Esses são recuperáveis e úteis. A soda pode ser reutilizada no processo e o sabão submetido aos tratamentos apropriados ao uso de limpeza. A indústria de material de limpeza já estão bem fundamentadas e não constitui um problema. A torta requer um estudo também aprofundado devido às origens das oliaginosas empregadas no processo de biodiesel. A torta de soja e de algumas outras sementes já são fontes de farelos e outros alimentos. Mas as tortas de oliaginosas que apresentam características tóxicas devem ser submetidas a estudos profundos de desentoxicação e de sanidades seja como alimentos de animais seja para o meio ambiente.

Um outro fator importante é a água, ora a agricultura é a grande usuária de água no planeta. Além disso, a produção do biodiesel requer água para a separação do óleo dos outros constituintes já mencionados. Esta água não deve retornar a natureza, pois está contaminada com os resíduos impróprios à vida. Portanto, a recuperação da água e seu reuso no processo seria necessário, diminuindo o custo de captação da água na natureza.

Como se ver, a produção de biodiesel envolve uma cadeia de ações e de pesquisa para que se torne um produto de futuro. Isto abre um campo para a pesquisa genética de melhoramento de sementes e também para a instrumentação de modo geral e especificamente aplicada à identificação da qualidade do produto já que este terá no Brasil origens diversas.

Nesse campo da genética a Embrapa está dando a sua contribuição a anos, tanto na soja como no milho, agora na mamona e outras espécies de sementes adequada a esta finalidade, produção de óleo. A Embrapa Instrumentação Agropecuária está trabalhando no desenvolvimento de novos materiais poliméricos, como citado, e também em instrumentação para caracterizar sementes quanto ao seu teor de óleo com o objetivo de melhoramento e maior produção deste. Também está desenvolvendo uma instrumentação específica para detectar a qualidade do óleo e do combustível através de do fenômeno físico da ressonância da onda termo-acústica.

A ressonância ocorre constantemente na natureza. O nosso falar é um processo de ressonância; tocar um instrumento musical também ocorre ressonância. Esse fenômeno ocorre toda vez que um corpo, objeto ou uma corda de um violão vibra ao receber uma onda acústica. Um carro que passa na rua, seu ronco faz vibrar a vidraça, é um exemplo simples e cotidiano de ressonância.

No caso da ressonância termo-acústica, em desenvolvimento na Embrapa, é aplicada a combustíveis e óleo. Uma amostra deste é colocado em uma câmara especial onde é periodicamente e levemente aquecido. Uma freqüência de ressonância, amplitude e amortecimento da onda são determinados. Esses valores dão informações sobre o calor absorvido e a viscosidade do líquido. Estes são valores muito importantes para a qualidade do combustível. Essas informações são obtidas através dessa técnica em poucos segundos. Assim, podendo ser usada em uma linha de produção e verificação quase em tempo real.

Um outro aspecto desta reflexão é quanto à transformação de sementes, fontes de alimentos principalmente para o ser humano, em combustíveis. Os países ricos como os Estados Unidos e a Alemanha usam basicamente a soja e a canola como as sementes fontes para o biodiesel. Eles não têm a variedade de espécies de sementes que existem no Brasil. A soja, por exemplo, é largamente plantada em vários países e por isso apresenta maior volume de estudos, mas não é aquela que tem grandes teores de óleo. Requerendo grandes áreas plantadas para poder dar rendimento.

Deixo para o leitor as seguintes reflexões: será interessante transformar alimentos em combustível? Será que investindo em pesquisa de melhoramento genético das mais variadas sementes e em instrumentação não se chegaria a algumas espécies que superariam os teores de óleo atualmente vigentes? Será que não se conseguiria espécimes mais produtivos em menores áreas plantadas? Para essas e outras questões só tenho uma resposta: acredito que sim, o futuro dirá.

Fonte: http://www.agronline.com.br/artigos/artigo.php?id=360&pg=1&n=2

Alimentos Orgânicos: Melhor para a Vida.


As primeiras experiências com modelos alternativos de agricultura ocorreram no início do século passado, sendo que o movimento passou a ganhar força a partir dos anos 60/70, com o nome de Agricultura Alternativa. Este movimento era a soma de diversos grupos distintos, com base em grande diversidade de conceitos e filosofias, todos eles tendo como princípio a busca de uma agricultura ecologicamente sustentável, economicamente viável, socialmente justa, culturalmente adaptada e tecnicamente apropriada.

A partir dos anos 80 e 90, o mercado de alimentos orgânicos passou a se expandir à razão de 30 a 50% ao ano, atingindo atualmente um valor em torno de US$ 40 bilhões. As causas para este aumento são, por um lado do aumento da consciência ecológica a nível mundial, materializada na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), mais conhecida como Eco 92, e por outro devido a diversos problemas de contaminação de alimentos ocorridos na Europa. Entre estes, a contaminação do solo e alimentos pelas nuvens de radiação decorrente do acidente nuclear de Chernobil em 1986; a doença da “Vaca Louca” (Encefalopatia Bovina Espongiforme, BSE), a partir de 1996 na Inglaterra; a contaminação de leite por dioxina na Alemanha, França e Holanda em 1998; a contaminação generalizada dos alimentos por agrotóxicos. Estes acidentes causaram verdadeiros pânicos alimentares, levando os consumidores a procurar alimentos mais seguros.

Alimentos orgânicos são alimentos produzidos a partir de um sistema de produção que não se reduz a uma única cultura, mas leva em conta o conjunto das explorações da unidade produtiva, as interações entre si e com o ambiente do entorno. É baseado no enfoque sistêmico, onde cada cultura ou exploração constitui um subsistema dentro de um sistema maior que é a propriedade, que por sua vez é um subsistema incluído dentro de um sistema maior, como a comunidade ou a microbacia. Na produção orgânica se privilegia a conservação ambiental como um dos componentes da produção, alem de fomentar e destacar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a atividade biológica do solo.

Não é permitida a utilização de agrotóxicos tais como inseticidas, fungicidas, herbicidas, nem de antibióticos, hormônios e aditivos artificiais, ou de organismos geneticamente modificados (OGMs ou transgênicos) e a utilização de radiações ionizantes. Os controles de organismos que podem se tornar pragas ou doenças são manejados através de controle ambiental, práticas culturais e, eventualmente em casos de desequilíbrios extremos, utilizam-se pontualmente produtos de baixo impacto toxicológico.

Neste sistema de produção se procura maximizar a recirculação dos nutrientes e da matéria orgânica. Priorizam-se o uso de recursos naturais renováveis, principalmente os localmente disponíveis. Procura-se utilizar eficientemente a energia solar e os processos biológicos para diminuir a dependência por recursos não renováveis.

Visando incentivar o desenvolvimento deste sistema de produção, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizou no período de 23 a 30 de junho, em todo território nacional, a II Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos. No Mato Grosso do Sul, a semana foi organizada pela Comissão Estadual de Produção Orgânica (CEPOrg-MS) e em Corumbá foi Coordenada pela Embrapa Pantanal, Secretaria Municipal de Pecuária e Agricultura, Idaterra, UFMS e UCBD. Esta semana teve como objetivo o esclarecimento da sociedade em geral, e, mais especificamente, o consumidor urbano, sobre o que é produto orgânico e a importância de seu consumo.

Esta campanha visou, entre outras coisas, trabalhar a idéia do consumo responsável, que subentende um consumidor que considere, na hora de decidir pelos produtos que vai comprar, questões relacionadas à saúde humana, ao meio ambiente e a aspectos sociais, relacionados ao processo produtivo.

A concentração cada vez maior da população nas áreas urbanas aumenta o distanciamento entre quem consome e quem produz os produtos agropecuários. Esse distanciamento dificulta que o consumidor urbano avalie a sua influência sobre o que e como se produz no campo.

Isto fica bastante evidenciado pelo forte aumento da demanda de certificações relacionadas a aspectos de saúde, ambientais e sociais, que vem acontecendo principalmente nos países mais desenvolvidos. Esse aumento é proporcional ao crescimento da consciência dos consumidores que nesses países possuem maiores níveis de escolaridade e de acesso à informação.

Embora não haja dados oficiais sobre a agricultura orgânica no Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento estima que área envolvida com produção orgânica chega a 8,6 milhões de hectares, incluindo o extrativismo sustentável, e envolvendo cerca de 20.000 agricultores. Já segundo o Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural (IBD), 500 mil hectares são cultivados com produtos orgânicos (excluído o extrativismo), sendo que o mercado brasileiro estimado entre de US$ 150 milhões a US$ 300 milhões ao ano, dos quais entre US$ 100 milhões e US$ 110 milhões, destinados ao mercado externo.

No Mato Grosso do Sul, a produção orgânica começou a ter impulso mais organizado a partir do Primeiro Seminário de Agroecologia no Mato Grosso do Sul, realizado em 2002, e que permitiu a união de esforços dos diferentes atores que atuavam de forma isolada no estado. Atualmente, existe um pólo de produção orgânica se consolidando na região da Grande Dourados, englobando os municípios de Dourados, Glória de Dourados, Ivinhema, Nova Andradina, Rio Brilhante, Caarapó, Douradina, Itaporã e Juti. Outro pólo está iniciando no entorno da capital Campo Grande, principalmente em função da demanda de produtos orgânicos da capital. Além dos dois pólos, algumas iniciativas mais isoladas ocorrem em outros municípios do estado, enfrentando dificuldades devido ao seu isolamento.

Na região de Corumbá, ainda não existe produção orgânica certificada, no entanto como é uma região ecologicamente sensível, o sistema de produção orgânica é altamente indicado para esta situação. Além disso, existe certa facilidade para a conversão dos sistemas de produção existentes para o sistema de produção orgânica já que na maioria dos casos, não se usam intensivamente os insumos químicos que são proibidos nos sistemas orgânicos. Como os índices de produtividade regionais são relativamente baixos, também não haverá grande redução de produtividade das explorações durante a transição, o que costuma acontecer temporariamente nos sistemas de alta produtividade, dependentes de insumos químicos

Fonte: http://www.agronline.com.br/artigos/artigo.php?id=354&pg=1&n=2

O que é minhocultura


Atividade em crescimento numa sociedade cada vez mais preocupada com os impactos da humanidade no meio ambiente, a minhocultura, ou vermicompostagem, é a criação racional de minhocas, objetivando a geracão de diversos subprodutos para aplicacão na agricultura e nutrição, promovendo a maior produtividade e a sustentabilidade ecológica de culturas, possibilitando o uso de técnicas menos agressivas de cultivo.

As minhocas são agentes naturais de compostagem, reciclando resíduos orgânicos sem a adoção de qualquer suplemento sintético com excelentes resultados para a fertilização do solo e, como conseqüência, para a agricultura e para o meio ambiente.

Entendida como produção com finalidade comercial, exige implementação de sistemas de
confinamento com o objetivo de aumentar o seu peso pela disponibilidade de alimentos e pela multiplicação da reprodução em virtude da alta concentração de minhocas por m2 e portanto, baixa dispersão.

O sucesso da minhocultura comercial está na observação dos seguintes fundamentos:

  • informar-se sobre o negócio procurando orientação de bons consultores;
  • freqüentar cursos de natureza prática e ler toda a bibliografia disponível;
  • procurar conhecer instalações já em funcionamento e fazer estágio nas mais bem estruturadas;
  • freqüentar associações, participar de seminários e encontros de profissionais da área;
  • definir claramente os objetivos do minhocário quanto a linha de produtos levando em conta os insumos mais baratos e a demanda que o mercado indicar;
  • inspiração e transpiração na mesma medida.
  • Fonte: http://www.soloevida.com.br/content/view/28/7/

Saiba mais:


O que é Algodão Orgânico?

O algodão orgânico e todo aquele obtido em sistemas sustentáveis no tempo e no espaço, mediante o manejo e a proteção dos recursos naturais, sem a utilização de agrotoxicos, adubos químicos ou outros insumos prejudiciais à saúde humana e animal e ao meio ambiente, mantendo e recuperando a fertilidade e a vida dos solos e a diversidade de seres vivos.

POR QUE CULTIVAR ALGODÃO ORGÂNICO?

As lavouras de algodão são campeãs mundiais do usa de agrotoxicos, provocando intoxicação e morte de milhares e milhares de agricultores e agricultoras, pássaros, peixes, insetos e muitos outros animais, alem de poluir o ar, o solo e as fontes d'água.
Por estas razões, desde o final dos anos 80, milhares de agricultores em cerca de 20 países do mundo vem se conscientizando da necessidade de cultivar algodão em bases orgânicas ou ecológicas. Ao mesmo tempo, muitas indústrias têxteis modificam seus processos de fabricação, para reduzir a poluição que provocam.

COMO PRODUZIR?

Essa proposta compreende um conjunto de tecnologias em que se destacam:

plantio em nível, enleiramento de restos de culturas também em nível e, quando necessária, valetas de retenção;
plantio do algodão nas primeiras chuvas, em consorcio com culturas alimentares, leucena e/ ou guandu;
Plantio de variedades precoces de algodão, como a CNPA Precoce 1 e CNPA 7H (herbáceo), CNPA . 7MH (híbrido do arbóreo com o herbáceo) e CNP A SM (arbóreo);
.adubação com esterco de gado, quando possível;
adubação foliar com calda nutritiva ou biofertilizante;
catação e destruição dos botões florais caídos; .controle biológico do curuquerê do algodoeiro através do Trichogramma sp;
após a colheita, arrancar e enleirar em nível o algodão herbáceo ou podar o algodão arbóreo e enleirar os ramos em nível.

Fonte: http://www.esplar.org.br/publicacoes/algodao.htm